{"id":194,"date":"2020-04-24T22:10:15","date_gmt":"2020-04-24T22:10:15","guid":{"rendered":"https:\/\/braziliantribune.com\/news\/?p=194"},"modified":"2020-06-10T15:23:21","modified_gmt":"2020-06-10T15:23:21","slug":"a-interferencia-das-redes-sociais-aplicativos-e-internet-na-saude-e-no-comportamento-humano-por-katia-kuramoto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/braziliantribune.com.br\/news\/a-interferencia-das-redes-sociais-aplicativos-e-internet-na-saude-e-no-comportamento-humano-por-katia-kuramoto\/","title":{"rendered":"A interfer\u00eancia das redes sociais, aplicativos, e internet na sa\u00fade e no comportamento humano"},"content":{"rendered":"\n<p>Quando se pensa em redes sociais lembramos de Facebook, Twitter, Instagram, Whatsapp, Snapchat e Messenger. Cada rede est\u00e1 estruturada com uma plataforma diferente que possibilitam o usu\u00e1rio acessar imagens, enviar mensagens de textos, de voz, fotos, v\u00eddeos, realizar v\u00eddeo confer\u00eancia e interagir em tempo real a quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. Seja no trabalho, dentro do \u00f4nibus, nas ruas, no carro, em diversos lugares p\u00fablicos, e ainda fazendo refei\u00e7\u00f5es h\u00e1 pessoas conectadas, ficando \u201calienadas\u201d do mundo real. Isso ocorre porque est\u00e1 acontecendo uma mudan\u00e7a na vida social das pessoas, os valores est\u00e3o sendo trocados, antes da entrada dos recursos tecnol\u00f3gicos a intera\u00e7\u00e3o social era mais frequente na vida delas. Atualmente com o f\u00e1cil acesso as as informa\u00e7\u00f5es das redes sociais o companheirismo, amizade, a troca de afeto e a rela\u00e7\u00e3o interpessoal com membros da fam\u00edlia, amigos e colegas se minaram, introduzindo uma sociedade hiperconetada. Conectividade n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de interatividade, n\u00e3o \u00e9 prejudicial estar conectado, mas o uso em excesso pode acarretar problemas de sa\u00fade f\u00edsica e mental.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 ineg\u00e1vel afirmar que as crian\u00e7as tamb\u00e9m est\u00e3o conectadas, desde sua tenra idade, pois elas recebem smartphone, tablet ou desktop desde muito cedo formando uma nova sociedade, a gera\u00e7\u00e3o Alpha, que s\u00e3o meninos e meninas hiperconectadas. Segundo o especialista em pediatria Dr. Claudio Barsanti,\u201d essa \u00e9 uma gera\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, com o desenvolvimento de algumas habilidades bastante superiores. Por\u00e9m, o maior problema ser\u00e1 na forma\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia emocional.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Nas crian\u00e7as menores, as principais consequ\u00eancias da hiperconectividade est\u00e3o o d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o, atrasos cognitivos de aprendizagem e criatividade, irritabilidade e agressividade. J\u00e1 na adolesc\u00eancia, o m\u00e9dico acredita que os grandes desafios s\u00e3o: desinteresse com as rela\u00e7\u00f5es familiares e sociais, o descumprimento de responsabilidade, altera\u00e7\u00f5es no rel\u00f3gio biol\u00f3gico interno, cansa\u00e7o, sonol\u00eancia, dor de cabe\u00e7a, aumento do riscos de acidente, e problemas com o rendimento escolar. Por isso \u00e9 extremamente importante que os pais estejam muito pr\u00f3ximos dos filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que os pais tenham clareza e controle ao acesso das redes delas, entende-se que devemos ter prud\u00eancia no uso das redes tecnol\u00f3gicas para preservar a sa\u00fade mental, evitando doen\u00e7as como depress\u00e3o, depend\u00eancia das redes sociais, descontrole e stress emocional. Diante de todos os problemas, a cada vez mais pessoas conectadas, encurtando dist\u00e2ncias, ganhando tempo e fazendo amigos. Mas, sem o bom senso, algumas pessoas sofrem consequ\u00eancias como o bem-estar. Na atualidade percebe-se uma altera\u00e7\u00e3o na vida das pessoas, que preferem se isolar navegando em redes sociais, dependentes do celular, computador, e da internet. Essa depend\u00eancia \u00e9 um v\u00edcio socialmente aceito.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa coordenada pela Professora Doutora Wend Cousins da Universidade de Ulster, na Irlanda do Norte, indica que a overdose de Twitter, Instagram, Snapchat, Facebook, entre outras, patrocina uma vida sedent\u00e1ria. O uso obssessivo de m\u00eddias sociais come\u00e7a a ser associado a males f\u00edsicos, como ganho de peso, problemas de coluna, diabetes, doen\u00e7as cardiovasculares, transtornos mentais, baixa autoestima, ansiedade e depress\u00e3o. As pessoas que se encontram mais tempo nas m\u00eddias sociais, tende a negligenciar o h\u00e1bito de fazer exerc\u00edcios f\u00edsicos, desenvolver a procrastina\u00e7\u00e3o, e a falta de motiva\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito pessoal e social.<\/p>\n\n\n\n<p>O perigo est\u00e1 em utilizar estas m\u00eddias sociais indiscriminadamente, pois quando ela n\u00e3o est\u00e1 ao alcance dos usu\u00e1rios, sentem-se irritados, ansiosos, tristes, incomodado com o tempo, levando o indiv\u00edduo a frustra\u00e7\u00e3o. A depend\u00eancia digital \u00e9 um transtorno no qual o indiv\u00edduo n\u00e3o consegue ficar longe do computador ou dispositivos m\u00f3veis<\/p>\n\n\n\n<p>Listarei algumas manifesta\u00e7\u00f5es de depend\u00eancia digital:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Nomophobia: uma s\u00edndrome na qual a pessoa sente medo de ficar sem o telefone celular;<br>\u2022 V\u00edcio em Games: no qual o indiv\u00edduo deixa de fazer atividades di\u00e1rias para ficar jogando;<br>\u2022 S\u00edndrome do Toque de Fantasma: trata-se daquela sensa\u00e7\u00e3o de que o seu celular est\u00e1 vibrando no seu bolso, fazendo com que voc\u00ea o pegue minutos em minutos para conferir;<br>\u2022 N\u00e1usea Digital ou Cybersickness: trata-se da vertigem que algumas pessoas sentem quando interagem com alguns ambientes digitais;<br>\u2022 Efeito Google: \u00e9 quando nosso c\u00e9rebro passa a reter menos informa\u00e7\u00f5es, e memoriza\u00e7\u00e3o, uma vez que conseguiria com facilidade encontrar nas pesquisas;<br>\u2022 Cibercondria: tend\u00eancia que o usu\u00e1rio tem, por acreditar que adquiriu doen\u00e7as que leu na Internet;<br>\u2022 Depress\u00e3o de Facebook: \u00e9 a falsa cren\u00e7a de acreditar que outras pessoas est\u00e3o vivendo vidas mais felizes que a do usu\u00e1rio;<br>\u2022 Transtorno de depend\u00eancia da Internet: \u00e9 o uso excessivo da Internet, que interfere na vida cotidiana da pessoa;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante acess\u00e1-las com modera\u00e7\u00e3o estas plataformas para n\u00e3o prejudicar a sa\u00fade mental e f\u00edsica. A seguir, algumas dicas para n\u00e3o abusar delas, incluem:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Evite consultar a rede social de tempo em tempo;<br>\u2022 Na hora do almo\u00e7o, opte por conversar com os colegas, amigos e esque\u00e7a as redes sociais;<br>\u2022 Aproveite a companhia do seu colega;<br>\u2022 Evite a procrastina\u00e7\u00e3o;<br>\u2022 Avalie se o uso da internet ou redes sociais \u00e9 emocional, ou seja, buscar ref\u00fagio nela para lidarmos com eventos relacionados a stress, t\u00e9dio, tristeza ou ansiedade, o que infelizmente \u00e9 ineficaz e pode piorar a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As redes sociais s\u00e3o parte fundamental de nosso dia a dia quando bem usadas, s\u00e3o infinita fonte de informa\u00e7\u00e3o e conhecimento \u00e9 uma plataforma de comunica\u00e7\u00e3o com as pessoas que amamos, amigos, colegas de trabalho, permitindo a aquisi\u00e7\u00e3o de novas amizades que n\u00e3o seriam poss\u00edveis antes, com pessoas de outros pa\u00edses e culturas. Elas ainda nos ajudam a enriquecer a vida e aprimorar nossas habilidades de comunica\u00e7\u00e3o, criatividade, conex\u00e3o social. Mas elas n\u00e3o substituem a intera\u00e7\u00e3o interpessoal, pois os di\u00e1logos s\u00e3o mais eficazes para atingir a alma do outro, o olhar penetra a mente, e os gestos transmitem a linguagem do afeto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se pensa em redes sociais lembramos de Facebook, Twitter, Instagram, Whatsapp, Snapchat e Messenger.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1248,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-194","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/braziliantribune.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/194","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/braziliantribune.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/braziliantribune.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/braziliantribune.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/braziliantribune.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=194"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/braziliantribune.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/194\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1326,"href":"https:\/\/braziliantribune.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/194\/revisions\/1326"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/braziliantribune.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1248"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/braziliantribune.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=194"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/braziliantribune.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=194"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/braziliantribune.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=194"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}